domingo, 7 de setembro de 2014

2 - Terras de Capelins
História de Capelins  
Quando, na história de Capelins nos referimos a 5.000 anos, não estamos a exagerar, aliás, como sabemos, é com base nos estudos dos vestígios arqueológicos encontrados nesta Freguesia e, classificados por especialistas do IGESPAR e outros. Muitos dos artefactos encontrados no levantamento arqueológico e patrimonial de Alqueva, são do período Neolítico ou Pedra polida, que pode ser considerado entre 10.000 anos antes de Cristo até 3.000 antes de Cristo, (desde há 12.000 anos).  
Continuamos as pesquisas sobre a história de Capelins, seria importante saber o que se passava na Vila Defesa de Ferreira no ano de 1534 e anteriores, uma vez que, existe um relatório, na Biblioteca Publica de Évora, resultante da visita de um eclesiástico da Diocese de Évora à então Igreja Matriz de Santa Maria de Ferreira, de 1314, que existia ao lado da atual Ermida de Nossa Senhora das Neves, onde se encontram as sepulturas escavadas na rocha. Nesse relatório está explicado tudo sobre a Igreja e sobre a comunidade que residia junto a esta Igreja e que a frequentava.



Período Neolítico - Instrumentos de Pedra Polida

Ermida de Nossa Senhora das Neves em Capelins


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

1 - Terras de Capelins
Património Arqueológico no Vale da Ribeira do Lucefécit
Porta do Rosário (Vila Romana de Ferreira) à Porta D' El-Rei
Este circuito arqueológico, inicia-se no limite nordeste da Freguesia de Capelins, junto às minas e Vila Romana de Ferreira, com 2000 anos, descendo o vale da Ribeira do Lucefécit, a cerca de 600 metros, na margem direita, encontra-se/encontrava-se o Moinho Velho, era mesmo muito velho, ninguém tem ideia até quando funcionou mas, pessoas com mais de 80 anos, não o conheceram a funcionar, nem sabem quando e, por quem teria sido construído, talvez pelos romanos, era muito pequeno e atarracado, ou seja, de uma arquitetura muito diferente dos outros Moinhos da região, decerto, dos primeiros Moinhos que foi construído nesta Ribeira, podia ter alguma ligação à Vila Romana de Ferreira. Nunca ninguém conheceu ali açude, (que era uma parede que atravessava a Ribeira, barrava a água e canalizava-a para fazer mover a mó do Moinho). Pensamos que, não foi demolido, ainda lá está submerso, esperamos de um dia se ver, se as águas da Albufeira de Alqueva descerem o bastante.
Alguns metros mais abaixo, antes do Ribeiro das Neves, também na margem direita desta Ribeira, existe/existia o Moinho das Neves, que ainda funcionava no decénio de 1960, sendo o moleiro, talvez ao último, natural da aldeia de Cabeça de Carneiro e que, enquanto existia água na Ribeira para o Moinho funcionar, até Maio/Junho, residia com a mulher e filhos numa pequena casinha só com uma divisão onde também guardava a maior parte dos cereais e a farinha, com receio das cheias no Inverno, ficando para eles, pouco mais do que o lugar das camas ou tarimbas. Neste moinho, assistimos algumas vezes ao fabrico da farinha, que era feita de forma muito simples e ecológica. Este Moinho, encontra-se submerso mas, a referida casinha, foi demolida porque decerto já se encontrava em ruínas, quando o terreno foi preparado para a subida das águas do Grande Lago de Alqueva. 
Logo a seguir, estamos junto à Necrópole, e à Ermida de Nossa Senhora das Neves e, do local onde foi a Vila Medieval de Ferreira, fundada por D. Dinis em 1314.
Seguindo para sul, a cerca de 1,5 km encontramos o Monte do Escrivão, mais um lugar, segundo a DGPC, que foi povoado pelos Romanos, aqui existiam, noutros tempos, pelo menos 10/12 casas e muitos moradores, no entanto, hoje está deserto e quase tudo abandonado, sem esperança de recuperação, embora se situe a 500 metros da Ribeira do Lucefécit e do Grande Lago, podendo ainda ter algum aproveitamento para atividades turisticas. 
Vamos descendo o vale da Ribeira do Lucefécit e avistando Montes abandonados e com os dias contados, porque muitos já se encontram em ruínas. Passando pelo limite da herdade da Negra, foi mais um lugar explorado pelos romanos, em termos de exploração mineira e agro-pecuária. No início de 1960, foi aqui encontrada uma necrópole na parte sul, próxima da estrada que faz a ligação Negra - Carrão - Montejuntos, existindo ainda uma sepultura junto a este caminho. A seguir, encontramos a herdade da Talaveira e depois a do Roncão, onde existia um moinho e duas casas junto ao mesmo, estando o moinho submerso e as casas foram demolidas, também aqui se encontram vários vestígios de ocupação romana, uma necrópole, marcas de exploração de minérios e sinais de civilizações anteriores a esta. No Roncão, existia a foz do Ribeiro do Carrão na Ribeira do Lucefécit e, aqui existia o Moinho do Roncanito, também submerso. Um pouco mais abaixo, estamos junto às Azenhas D' El-Rei, existindo no alto, vestígios de forte ocupação romana e sem nenhum sinal dos Moinhos ali existentes, que estão submersos! 

A villa Defesa de Ferreira de 1314 era neste lugar!







198 - Terras de Capelins Vidas do Contrabando e dos guardas fiscais nas terras de Capelins  História, lendas, contos e tradições da...